Áreas de atuação - DST/HIV/AIDS

 

LINFOGRANULOMA VENÉREO

Introdução

A Chlamydia trachomatis é uma bactéria com capacidade metabólica limitada que restringe seu crescimento ao meio intracelular do hospedeiro parasitado. O microorganismo tem distribuição universal e aparentemente é restrito a hospedeiros humanos, ao contrário de seu parente distante a Chlamydia psittaci, que têm ampla variação de hospedeiros entre os vertebrados não-humanos. O primeiro recnhecimento de que a Chlamydia é responsável por DST ocorreu antes de 1910, quando foi descrita a associação de conjuntivite de inlcusão em recém-nascidos em uretrite não-gonocócica e cervicite. Nos anos 30 foi notada uma relação com LGV. O LGV é raro nos EUA, mas ocorre frequentemente nos trópicos. O papel patogênico da C. Trachomatis em DSTs outras que não LGV foi amplamente reconhecido somente nas últimas três décadas. A doença venérea clássica causada por Chlamydia Trachomatis é o linfogranuloma venéreo, ou LGV. Essa doença é comum em países em desenvolvimento, especialmente na África Central.

Epidemiologia

A infecção genital em adulto ocorre por contato sexual. Os estudos de prevalência de anticorpos para Chlamydia Trachomatis mostraram que a exposição a esse agente é aproximadamente três vezes mais comum entre mulheres com infertilidade por problemas tubários e com prenhez ectópica, comparadas com populações de controle. A C. trachomatis é reconhecida como uma causa importante de doença inflamatória pélvica (DIP). É provável que essas afecções esultem de lesão tubária causada por salpingite por clamídia.

Manifestações Clínicas

Após a inoculação genital, aparentemente há disseminação sistêmica do microorganismo antes da localização nos linfonodos genitais ou retais. Essa infecção dos linfáticos se torna localmente invasiva, caracterizando-se por endurecimento, supuração multifocal e formação de fístulas. O acometimento dos gânglios femorais e inguinais, mais comuns nos homens, pode produzir edema bilateral dos ligamentos inguinais. O "sinal de estria" resultante é considerado patognomônico de OGV, mas ocorre em somente 10-15% dos casos. O LGV pode causar cicatrização crônica e linfedema, particularmente se o reto for infectado. A cicatrização pode produzir longos estreitamentos fibróticos no lúmen do colo.

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Fonte: Atlas de Doenças Sexualmente Transmissíveis - Segunda Edição Stephen A Morse Adele A Moreland King K Holmes

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