Público no curso sobre "Dengue Grave" supera as expectativas
e FMT-AM abre mais uma turma
O público
que compareceu ao curso gratuito sobre "Abordagem do Paciente com
Dengue Grave", oferecido pela Fundação de Medicina
Tropical do Amazonas (FMT-AM) nesta quinta-feira (10/04), superou as
expectativas e, por isso, foi necessário abrir mais uma turma
com 90 vagas para esta sexta-feira (11/04). A intenção
da FMT-AM é contribuir para o atendimento aos pacientes com dengue
na cidade.
Só
pela manhã, cerca de 110 pessoas participaram do curso. Todos,
profissionais que atuam na área da Saúde, entre médicos,
enfermeiros, estudantes de Medicina e Enfermagem, além de agentes
da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS).
A Diretora
de Assistência Médica da FMT-AM, Lucilaide de Oliveira
Santos, afirmou que, a princípio, foram abertas 270 vagas, divididas
em três turmas de 90, mas a procura foi maior que a esperada.
"A participação está muito boa porque a idéia
é que todos esses profissionais saibam diferenciar dengue clássica
de dengue grave e encaminhar os pacientes para o local certo",
disse.
No curso,
os infectologistas da FMT-AM abordaram temas como "Quadro Clínico
Geral", "Sinais de Gravidade", "Exames Complementares",
"Tratamento/Medicamentos", "Unidades de Referência"
e "Orientações aos Pacientes". Os médicos
da Fundação de Medicina Tropical também enfatizaram
os sintomas de dengue grave, que são: dor abdominal persistente,
extremidades do corpo frias (como pés e mãos), sinal de
sangramento em qualquer parte do corpo, manchas vermelhas intensas na
pele, vômitos persistentes e olhos amarelados.
Lucilaide
Oliveira informa que um dos objetivos do curso é tentar diminuir
a demanda de pacientes não graves na triagem da FMT-AM, que tem
tornado mais lento o atendimento aos pacientes graves. "Os graves
são aqueles que precisam de fato estar no Tropical. A dengue
clássica e outras doenças febris não graves podem
ser tratadas em outras unidades de Saúde. Quando essa demanda
aumenta, os pacientes graves, que precisam ser atendidos de imediato,
esperam mais", disse. Ela acrescentou que a FMT-AM realiza constantes
treinamentos com profissionais nas unidades de Saúde do município
e Estado. Só em fevereiro deste ano, cerca de 900 profissionais
da área receberam curso sobre dengue.
A agente
de Endemias da FVS Audenize Santos da Paz, 34 anos, afirmou que ficou
sabendo do curso pela rádio e fez questão de participar
porque muitas pessoas, atendidas pelos programas da FVS, querem saber
sobre os sintomas da dengue. "Nosso trabalho é de prevenção,
de orientar as pessoas sobre os cuidados que elas devem ter para evitar
o mosquito transmissor. Acontece que somos bombardeados de perguntas
sobre os sintomas. As pessoas estão um pouco apavoradas com isso
e é nossa obrigação buscar informação
correta", afirmou.
Audinéia
Batista de Souza, 29 anos, também agente de Endemias da FVS,
disse que fez questão de não perder a oportunidade de
tirar dúvidas sobre os sintomas de dengue grave com os médicos
da FMT-AM. "Com os médicos falando ao vivo a gente capta
melhor as informações. Além disso, sou mãe
e quero estar bem informada sobre isso para evitar qualquer mal para
os meus filhos", disse.
A técnica
e estudante de Enfermagem Francisca Brito, 42 anos, afirmou que participou
do curso para melhorar o atendimento aos pacientes do hospital onde
trabalha. "Acho que os médicos não precisam ficar
sobrecarregados. O profissional da área médica, bem treinado,
pode identificar os sintomas de gravidade e agilizar o atendimento para
aqueles pacientes que esteja com as manifestações de dengue
grave", opinou.
O curso,
realizado ontem no auditório da FMT-AM, contou com a participação
dos médicos Maria Paula Mourão (FMT-AM / UEA / Nilton
Lins), Silvio Fragoso (FMT-AM/ Nilton Lins) e Marcelo Cordeiro dos Santos
(FVS / FMT-AM / UEA / Nilton Lins). O médico Antônio Magela
Tavares (FMT-AM / Nilton Lins) é o palestrante de hoje (11/04),
das 8h às 10h30.
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Izenilda Farias
Assessoria de Imprensa - Três Comunicação
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