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FMT tem Mestrado aprovado em tempo recorde
O curso de Mestrado em Doenças Tropicais e Infecciosas da Fundação de Medicina Tropical - FMT, foi aprovado em tempo recorde pelo Comitê técnico Científico da Capes/MEC. A aula inaugural do Mestrado aconteceu em 17 de março, dia 30 de agosto foi para avaliação, em 23 de novembro foi recomendado e ontem comunicado à diretoria da FMT.
Os critérios de aprovação da Capes/MEC vai de 0 a 5 pontos. O curso da FMT, que tem a parceria da Universidade Estadual do Amazonas - UEA, conseguiu 3 pontos dentro desta escala, pelos avaliadores. Para o diretor de Ensino Pesquisa e Controle de Endemias da FMT, Marcus Guerra, a aprovação em tempo recorde se deu por causa da estrutura da FMT. Para os avaliadores do Capes/MEC, conta como ponto determinante, além do conteúdo pedagógico, técnico e científico, a qualificação do centro de ensino e pesquisa que está abrigando o curso de Mestrado.
O Mestrado em Doenças Tropicais e Infecciosas é voltado para profissionais da área da saúde e terá a duração de dois anos. A parceria entre a FMT e a UEA deu um novo formato aos cursos de mestrado no Amazonas e vem priorizando os estudos dos processos geradores das doenças infecto-contagiosas de maior incidência na Região Amazônica e, mais especificamente, no Amazonas. Nessa linha de pesquisa, a FMT está priorizando 11 temas, entre eles, a malária, a leishmaniose, as hepatites virais, as arboviroses e as doenças dermatológicas.
Guerra acredita que a FMT com a parceria da UEA, reúne todas estas qualificações, além de serem as únicas instituições da região, com possibilidades de formar profissionais na área da Medicina Tropical. Existe hoje, uma carência muito grande de pesquisadores e professores nesta área. Com essa iniciativa, ele espera um crescimento significativo do número de profissionais qualificados em doenças infecciosas e parasitárias, nos próximos anos. As duas instituições de ensino e pesquisa estão formando 22 profissionais nesta primeira etapa e nos próximos cinco anos, pretende especializar mais 100 pesquisadores mestres para suprir a necessidade da Região Amazônica.