Assessoria de Imprensa

Febre amarela pode chegar aos grandes centros urbanos

Com a proliferação do mosquito Aedes aegypit, transmissor da dengue nas principais capitais da região Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, aumentam também a chances do vírus da febre amarela silvestre se urbanizar.

O risco está nos passeios que os brasileiros costumam fazer aos lagos, cachoeiras e florestas aos finais de semana.

No Amazonas, segundo o diretor de assistência médica da Fundação de Medicina Tropical (FMT), Bernardino Albuquerque, o risco de urbanização da febre amarela silvestre é mínimo, devido a alta cobertura vacinal da região, que em alguns municípios já atinge mais de 100% dos seus moradores.

Ele explica que existem duas formas da doença. A urbana já é considerada erradicada e as silvestre que ainda existe entre os animais silvestres, entre eles o macaco. "A febre amarela silvestre se estende hoje em toda a Amazônia até o final de Mato Grosso, na fronteira com São Paulo e Minas Gerais. O risco da urbanização é elevado em função de quase todas as capitais brasileiras estarem infectadas pelo mosquito que transmite a doença na área urbana, no caso o Aedes aegypit, explica Albuquerque.

Para que a doença se dissemine em áreas urbanas, basta que uma pessoa com o vírus da febre amarela silvestre chegue às capitais onde a cobertura vacinal é baixa. As pessoas que se deslocam para ambientes silvestres correm o risco de trazerem o vírus. Porém, esta possibilidade é menor na Região Norte, principalmente no Estado do Amazonas, porque temos uma excelente cobertura vacinal", destaca o diretor de assistência médica da FMT.

Albuquerque acrescenta que seja qual for o Estado em que residam, todas as pessoas que desejem adentrar em áreas de campo ou florestais por um longo período, devem se vacinar contra a febre amarela para que não adquiram a doença em seu ciclo silvestre.

Outro fator de risco da febre amarela é que apenas 10% das pessoas apresentam a forma clássica da doença, a mais encontrada em hospitais. Para o diretor da FMT, cerca de 90% dos pacientes apresentam apenas uma forma branda da febre amarela, que simula um quadro de hepatite ou uma infecção qualquer. "A pessoa pode pegar o vírus em ambiente silvestre, ter uma febre branda e ser um transmissor deste vírus sem saber que o é.

Por isso, todo cuidado é pouco, adverte Albuquerque. A Fundação Nacional de Saúde - Funasa, já divulgou nota técnica informando os turistas sobre os riscos e recomenda a todos que estão viajando para regiões endêmicas que tomem a vacina anti-amarílica pelo menos dez dias antes de viajar.

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