Assessoria de Imprensa

Inpa e Funasa se unem para combater a malária no Rio Negro

Em uma atividade inédita, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) unem esforços para combater o avanço da malária em nove comunidades às margens do rio Negro.

Pesquisadores e técnicos educacionais vão explicar como se dá infecção da malária feita por meio de um mosquito (fato ainda desconhecido pela maioria dos ribeirinhos) e ensinar formas de evitar e tratar a doença.

A malária continua sendo um dos maiores problemas de Saúde Pública na maioria dos países da região tropical. Estima-se que a cada ano, em todo o mundo, sejam registrados cerca de 300 a 500 milhões de novos casos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, os óbitos estão entre 1,5 a 2,7 milhões, principalmente entre crianças menores de 2 anos de idade. Nas Américas, estima-se que em áreas consideradas malarígenas ou potenciaomente malarígenas vivem mais de 200 milhões de pessoas.

No Brasil cerca de 152 mil pessoas vivem em áreas de alto risco constituída por partes dos novos estados da Amazônia Legal: Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Maranhão, Mato Gorsso e Tocantins. Em 1993, estas áreas foram responsáveis por 85% dos casos registrados no País.

O número de casos de malária registrados no Brasil em 1999 pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) foi de 632.813, sendo que 99,7% foi na região Amazônica.

A malária urbana e peri-urbana que se constituem um problema da mais alta abrangência na Amazônia. A migração das populações do interior para as cidades, decorrentes de fatores sócio-econômicos, provocam a formação de faixas de transmissão com graves surtos epidêmicos. Nestas comunidades, todos os grupos de idades são afetados com altas taxas de mortalidade.

Segundo o pesquisador da área de saúde do Inpa, Wanderli Pedro Tadei, para a implementação de ações de controle da malária, conhecimentos entomológicos como a incidência e distribuição das espécies de Anopheles (mosquito transmissor), em áreas específicas, são de fundamental importância e se constituem em suporte para as decisões sobre as medidas a serem adotadas. "No controle da malária, correlacionar parâmetros entomológicos e medidas rotineiramente adotads é prioritário.

Porém, para se conseguir estas relações, é necessário conhecer a dinâmica de transmissão suportada em informações básicas sobre o comportamento dos anofelinos em relação ao homem, nas áreas de estudo", explica o pesquisador.

A introdução de novas estratégias de controle da malária possibilitam escolher melhor as medidas de combate. A avaliação da eficácia das medidas adotadas, com a termonebulização, borrifação intra-domiciliar e do uso de biolarvicidas bacterianos alternativos permitem traçar as diretrizes a serem adotadas em uma região específica. Não é suficiente apenas introduzir estas medidas para o controle.

Fonte: Jornal Amazonas em Tempo - 12-07-2001


Malária urbana: cujos casos são identificados na área urbana da localidade.

Malária peri-urbana: cujos casos são identificados na parte periférica (ao redor) da área urbana.

Imprimir | Voltar