Assessoria de Imprensa

Número de casos de meningite não preocupa FMT

De janeiro aos três primeiros dias de abril já foram registrados 46 casos de meningite meningocócica, com oito mortes na capital. No interior foram oito ocorrências, com um óbito no Município de Presidente Figueiredo (a 107 quilômetros de Manaus). Os números estão dentro do esperado e não são motivos para pânico, informa o diretor de Ensino, Pesquisa e Controle de Endemias da Fundação de Medicina Tropical (FMT-AM), médico Marcus Guerra. No ano passado houve 104 registros da doença na forma mais perigosa, com 15 pessoas mortas.

Nos primeiros meses do ano, quando acontece o período chuvoso, a meningite meningocócica acontece de forma mais intensa, observa o médico. Isso acontece, segundo ele, porque a porta de entrada para a bactéria causadora da doença são o nariz, a boca e a garganta. "Com as chuvas, as pessoas tendem a ficar mais próximas, em ambientes mais fechados, e isso contribui para a transmissão", explicou Guerra. Ele lembra, no entanto, que a doença ocorre durante todo o ano.

A meningite, que é causada por uma bactéria - Neisseria meningitidis - provoca a inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o sistema nervoso central. Em situações especiais, quando a bactéria tem sua virulência aumentada e o paciente está com o sistema imunológico debilitado, a doença ocorre em fase mais grave e pode levar o paciente à morte.

ÓBITOS

No mês de janeiro deste ano aconteceram 21 casos da doença, com três óbitos. Nos primeiros dias de abril três ocorrências, com dois óbitos.

No interior foram registrados oito casos da doença, tendo apenas um óbito na Vila de Balbina, em Presidente Figueiredo. O Município teve cinco registros da meningite meningocócica. Outros municípios que tiveram doentes foram Itapiranga (a 222 quilômetros de Manaus), Iranduba (a 25 quilômetros), Careiro da Várzea (a 29 quilômetros) e Uarini (a 568 quilômetros)

Dos pacientes que morreram este ano, as idades variaram de 1 até 71 anos, afirmou o médico. Guerra observa, no entanto, que a bactéria ocorre com mais frequência em pessoas com idade abaixo de 14 anos. Os casos fulminantes, segundo ele, evoluem em menos de 12 horas e acabam provocando a morte.

Só existe uma vacina, produzida em Cuba, contra a doença, mas ela não está na rotina da vacinação no País, sendo usada somente em casos de epidemia.

Fonte: Jornal A Crítica - Pág. C6 - 09/04/2002

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