Assessoria de Imprensa

UEA e FMT iniciam mestrado em Doenças Tropicais

Com o discurso de que existem poucos pesquisadores na área de doenças tropicais no Amazonas, o reitor da Universidade do Estado do Amazonas, Lourenço Braga, juntamente com o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Admilton Salazar e o diretor da Fundação de Medicina Tropical (FMT-AM), Wilson Alecrim, realizaram a abertura do curso de Mestrado em Doenças Tropicais e Infecciosas, no auditório da FMT, na tarde de ontem. O curso teve início com Seminário de Mestrado em Direito Ambiental e contou ainda com a presença do coordenador do mestrado, professor Antônio Tavares e o pesquisador da FMT, Marcus Guerra.

O objetivo do seminário, segundo o reitor Lourenço Braga, é o de apresentar a UEA e os parceiros da Universidade nas atividades - no caso a FMT -, aos mestrandos e promover a integração inicial entre alunos e professores. O curso terá a duração mínima de um ano e meio a dois anos. Segundo o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UEA, professor Admilton Salazar, existem 702 doutores na Região Norte, dos quais a metade está no Estado do Amazonas, devido a presença da Universidade Federal do Amazonas (UA), com cerca de 200 doutores e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), com outros 150 doutores.

Admilton Salazar destacou que o Mestrado em Doenças Tropicais e Infecciosas, juntamente com o Mestrado em Direito Ambiental, foram os primeiros a serem escolhidos como cursos de pós-graduação da UEA porque são áreas bastante necessárias para o desenvolvimento do Estado. "Há uma carência muito grande de profissionais nessas áreas. No caso das doenças infecciosas, precisamos de mais pesquisadores para desenvolver estudos sobre esse assunto", destacou.

Para o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UEA, os 22 alunos do primeiro mestrado em doenças tropicais da UEA devem aproveitar ao máximo a oportunidade e terminar o curso no tempo previsto. "Há pessoas que demoram muito para realizar as suas teses. Contamos que essa turma realize o seu trabalho no tempo previsto, para que no ano que vem já possamos iniciar o doutorado em doenças tropicais da UEA", disse.

Turma heterogênea

O coordenador do Mestrado em Doenças Tropicais e Infecciosas e pesquisador da FMT, Antônio Tavares, 54 anos, informou que houve 65 inscritos para as 22 vagas do curso. "Metade da turma é formado por médicos e os demais são bioquímicos, farmacêuticos e enfermeiros", disse. Com cerca de 10 professores, o Mestrado em Doenças Tropicais e Infecciosas é composto de nove disciplinas obrigatórias e seis optativas. "As disciplinas optativas são relacionadas às áreas de cada profissional que está realizando o mestrado, como medicina, bioquímica, farmácia e enfermagem", explicou.

A médica Gisele Figueiredo, 30 anos, conta que realizou a sua residência médica e que estava esperando uma oportunidade para realizar um mestrado na área de doenças tropicais. "Esse curso veio bem a calhar. Penso que realizar um mestrado na área de doenças tropicais é de fundamental importância para exercer a minha profissão aqui no Amazonas", disse.

O farmacêutico Sílvio Lucena, 29 anos, apontou que foi muito positivo o mestrado ter sido aberto para outras áreas da saúde, além da de medicina. "Para nós aqui do Amazonas, esse mestrado tem uma importância bastante relevante, tanto para trabalharmos na área da pesquisa quanto na área de assistência à população", ressaltou.

A programação do Seminário de Introdução ao Mestrado em Doenças Tropicais vai até o dia 15 de março, no auditório da Fundação de Medicina Tropical, no horário de 15h00 às 18h00 horas. O seminários será finalizado com a demonstração dos recursos tecnológicos da Universidade para todos os alunos.

Fonte: Jornal Amazonas em Tempo

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