Assessoria de Imprensa

 

AM estuda plano para conter gripe aviária
MÉDICOS reuniram-se ontem na FMT e não descartam possibilidade da doença chegar ao Estado.

CÉLIA SANTIAGO Da Redação

Médicos da Fundação de Medicina Tropical (FMT-AM), discutiram o plano de Contingência, que está sendo elaborado como prevenção ao registro de casos da gripe aviária no Estado. O mal que surgiu na China, se espalhando pelo ocidente e, mais recentemente, chegando à Europa, segundo o médico infectologista, Antônio Magela, responsável pela área de urgência da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas, a possibilidade de a doença chegar ao Estado é pequena, mas existe.

Magela ressaltou que a Organização Mundial de Saúde (OMS), está orientando para que todos os países elaborem Planos de Contingência, por causa da evidência de uma pandemia mundial. Um dos fatores que facilita a disseminação, é a migração das aves e também a facilidade que as pessoas tem de se deslocar de um continente para outro.

A preocupação dos cientistas, no entanto, é que a doença passe a ser transmitida de homem a homem, o que ainda não ocorreu. Outro risco é o vírus influenza H5N1 se transformar em novo tipo de vírus ao ter contato com o ser humano. Segundo o médico, a OMS trabalha com a expectativa de que a gripe aviária atinja um bilhão de casos em todo o mundo e mate 50 milhões nos próximos anos. O plano em elaborado e coordenado pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) no Estado, tem como objetivo definir a estratégia de identificação rápida da doença, notificação de casos e tratamento. Segundo o médico Antônio Magela, todos os serviços médicos deverão ficar alerta quanto ao surgimento de gripe em pessoa que tenha trabalhado com aves doentes ou vindas do Oriente. Os sintomas são os de qualquer gripe: febre, tosse e coriza.

Durante a reunião, alguns médicos afirmaram que se caso a doença chegar ao Amazonas, a FMT-AM sozinha não tem estrutura para se responsabilizar pelo atendimento dos casos, porque, atualmente, 70% dos 128 leitos do hospital estão ocupados por portadores de HIV e com outras enfermidades tropicais. O diretor técnico da FVS, Bernardino Albuquerque, ressaltou que estão trabalhando para que todas as instituições de saúde estejam preparadas para o atendimento, inclusive com possibilidade de priorizar o atendimento em algumas unidades da Rede. Albuquerque ressaltou que a Fundação de Medicina Tropical é um dos integrantes do grupo de entidades que estão discutindo como enfrentar a doença a partir do seu corpo científico.

Ele disse ainda que reunião semelhante a que foi realizada na FMT, está sendo realizadas com outras unidades de saúde para que sejam repassadas as informações sobre a gripe aviária e discutidas as propostas de enfrentamento da doença, caso ela chegue ao Estado.

Fonte: Jornal Diário do Amazonas

 

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