Amazonas
se arma contra a gripe aviária
O risco
de a gripe chegar no amazonas é real! As previsões mais otimistas feitas
pela Vigilância Sanitária, a partir de estudos científicos dão conta
de que a epidemia comece a atingir as primeiras aves ou até mesmos seres
humanos, em outubro deste ano.
Por prevenção,
a Fundação de Medicina Tropical (FMT-AM), vem fazendo um trabalho silencioso
a fim de melhorar a estrutura física e até mesmo aumentar os setores
de recursos humanos. Tudo para que o vírus H5N1 não cause, no Estado,
o mesmo pânico quem vem ocasionando na Europa e na Ásia.
Mas especialistas
alertam: sintomas como febre, tosse e coriza não devem mais ser encarados
com tanta naturalidade em qualquer parte do mundo. Correndo contra o
tempo, os médicos da FMT vêm discutindo planos de contingência, que
devem começar a ser colocados em prática assim que forem aprovados ou
surgirem os primeiros casos no Estado.
A superintendência
da Delegacia Federal de Agricultura do Amazonas já informou que não
tem como fiscalizar aviões e embarcações na cidade de Tabatinga, na
fronteira com a Colômbia, para impedir a entrada de frangos vivos que
procedam de países ou de continentes que já detectaram casos de gripe,
o que agrava a situação.
De acordo
com o médico infectologista, Antônio Magela, responsável pela área de
urgência da FMT-AM, hoje, nenhuma região do País estaria preparada,
caso algum registro fosse notificado, porém, no Amazonas, o ponto inicial
de referencia é a Fundação. Ele assinala que pelo fato de o Estado funcionar
como um grande corredor de intercâmbio entre o Brasil e a Ásia, aumentam
as chances de alguém que esteja infectado aterrissar em solo brasileiro.
"O Brasil ainda está em uma posição privilegiada em relação a migração
de aves, pois aquelas que chegam ao território nacional passam pelos
Estados Unidos e Canadá, que estão com um forte esquema de vigilância",
diz o médico. "Entretanto, o risco é que humanos cheguem já com o vírus
e transmitam para os outros, após sofrerem combinação genética, o que
ainda não ocorreu".
Fonte:
Jornal Correio do Amazonas