Assessoria de Imprensa

 

Óleo da andiroba inibe processo inflamatório induzido por jararacas e cascavéis

Pesquisadores da Gerência de Animais Peçonhentos da Fundação de Medicina Tropical – FMT-AM, estão realizando pesquisas sobre a atividade anti-inflamatória do óleo de andiroba (Carapa guianensis) sobre o efeito inflamatório local induzido pelos venenos de serpentes amazônicas. As pesquisas estão sendo coordenadas pelo biólogo, Luis Lozano.

O pesquisador disse que os efeitos sistêmicos do envenenamento por picadas de serpentes são satisfatoriamente neutralizados pela soroterapia específica, mas este mesmo tratamento não tem a mesma eficiência quanto aos efeitos locais do envenenamento.

Neste estudo preliminar, realizado in vivo em camundongos, foi observado que o óleo da andiroba apresenta uma boa atividade inibitória sobre o infiltrado celular no processo inflamatório local induzido pelos venenos de Jararaca (Bothrops atrox) e Cascavel (Crotalus durissus ruruima).

Os estudos histopatológicos realizados na Gerencia de Patologia da FMT, sob a coordenação do Prof. Luiz Ferreira, comprovou que houve uma inibição de cerca de 85% do infiltrado celular no processo inflamatório induzido tanto por Jararaca quanto por Cascavel. Também foi observado uma discreta inibição do edema, sem no entanto, inibir o processo hemorrágico, mesmo que discretamente.

A pesquisa sugere a presença de princípios ativos no óleo da andiroba que poderiam ser usados no tratamento do processo inflamatório local, induzido por venenos de serpentes. A caracterização molecular destas substancias estão em processo de isolamento.

Os acidentes por serpentes peçonhentos na Amazônia continuam sendo um problema de saúde publica. A soroterapia convencional neutraliza os efeitos sistemáticos do veneno, mas não os efeitos locais, portanto são necessárias pesquisas de moléculas que possam inibir os efeitos locais do envenenamento.

Tendo conhecimento de que as sementes da andiroba fornecem óleo com propriedades medicinais, usados pela população como antiinflamatório, cicatrizante e anti-séptico, Losano resolveu incluir as sementes desta planta amazônica nas suas pesquisas.

Fonte: Assessoria de Imprensa

 

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