Assessoria de Imprensa

Mais reforço para a saúde

"A Amazônia será palco do maior projeto ambiental do mundo", afirmou ontem o gerente de integração da Secretaria Executiva do Conselho Deliberativo do Sistema de Proteção da Amazônia (Seconsivam), Ronaldo Braga.

Trata-se de um sistema constituído de mais de 1,5 mil sensores espalhados por toda a Amazônia que servirá para monitorar uma área que corresponde a 61% do território nacional e integrará a rede de informações dos Centros Regionais de Vigilância (CRV) que serão instalados em Manaus, Belém e Boa Vista.

A criação do sistema foi anunciada ontem na Fundação de Medicina Tropical do Amazonas (FMT-AM), que será um dos maiores beneficiados com as informações que serão repassadas ao banco de dados da CRV, vindos dos pontos mais distantes da região, onde até o momento a comunicação é precária. A reunião, que contou com representantes do Exército, Marinha, Aeronáutica e dos órgãos federais do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), serviu para a operacionalização do acordo de cooperação entre essas instituições.

Segundo o diretor da FMT, Wilson Alecrim, a maior vantagem do sistema será a possibilidade de se ter uma informação imediata ao fato que estive ocorrendo em qualquer localidade da região, que proporcionará, igualmente, uma atenção imediata. A FMT é a principal instituição do Amazonas que estuda moléstias tropiasis.

"Esse sistema será da maior importância para a FMT e para a área da saúde como um todo, porque representará um passo a mais desde a criação do Sivam, que a partir de agora entra numa fase de consolidação. Não é um programa estritamente militar, mas da maior importância para o Amazonas, pois fornecerá dados de áreas onde até então é difícil atuar, por falta de informação. Isso proporcionará uma grande abertura para o trabalho da saúde", explicou Alecrim.

Cobertura

O sistema de proteção, na realidade, só passará a atuar realmente a partir de julho de 2002, mas seu banco de dados será de grande ajuda para todas as atividades como saúde, meio ambiente, geográfico, pois a área que atingirá corresponde a 61% do território nacional, e possui florestas tropicais equivalentes a 1/3 do total das existentes no planeta; mais de 30% da biodiversidade catalogada; maior bacia de água doce do mundo e grande potencial exonômico.

Também servirá para localização exata de áreas indígenas e de garimpo, e poderá mostrar as principais rotas de narcotráfico da Amazônia.

Como uma de suas consequências, o brigadeiro-do-ar Luiz Carlos Montenegro aponta para "uma visão global do Amazonas como nunca houve", e acrescenta: "A área da saúde, da educação, do meio ambiente e todas as outras terão condições, por maio dos bancos de dados, de se inteirar do que acontece na localidade mais longínqua do Estado. Os diagnósticos fornecidos serão a única maneira de se trabalhar em cima de um desenvolvimento sustentável".

Para Wilson Alecrim, o benefício será indiscutível. "Saber o que está acontecendo em lugares muito distantes de Manaus vai trazer benefícios incomensuráveis. Aqui são atendidas pessoas de muitos locais, mas o motivo da doença demora para cair no sistema e acaba demorando paa servir de fonte para casos semelhantes. Com o sistema de vigilância, vai ser possível saber instantaneamente o que está acontecendo e como agir".

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